Violação Digital: Professora Denuncia Grok, IA de Elon Musk
Daisy Dixon, professora da Universidade de Cardiff, relata sua experiência de violação digital com a IA Grok, que gerou imagens sexualizadas suas. Entenda o impacto e a necessidade de regulamentação.
Violação Digital: Professora Britânica Denuncia Grok, a IA de Elon Musk

Daisy Dixon
Quando a professora Daisy Dixon, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, se deparou com imagens sexualizadas suas circulando na rede social X, geradas pela ferramenta de IA Grok, sentiu-se profundamente violada em sua intimidade.
O Caso de Daisy Dixon
Com 36 anos e ativa nas redes sociais, Daisy utiliza o X e o Instagram para compartilhar conteúdo filosófico e outras atividades. Em dezembro, ela encontrou imagens suas criadas artificialmente na plataforma. Usuários haviam manipulado suas fotos, que mostravam a professora com roupas esportivas, transformando-as em conteúdo sexualizado.
Imagens Manipuladas e Impacto Psicológico
Daisy descreve a experiência como um sequestro digital de seu corpo, uma clara demonstração de misoginia extrema. “Senti-me realmente violada na minha intimidade e também em perigo”, expressou a professora, ressaltando a raiva que substituiu o medo que sentia.
Reação à Proliferação de Conteúdo
Após perceber que o Grok gerou uma imagem dela grávida, de biquíni e com uma aliança no dedo, Daisy tentou buscar apoio na plataforma, mas não encontrou um meio adequado para denunciar a situação. Essa falta de suporte é parte de um problema maior relacionado à falta de controle sobre o conteúdo gerado por inteligência artificial.
A Evolução da Ferramenta Grok
Inicialmente, as imagens criadas pela IA eram inofensivas, limitando-se a alterações de penteado ou maquiagem. Contudo, a situação rapidamente se deteriorou quando usuários começaram a solicitar representações mais agressivas, como poses vulgares e modificações corporais.
Conteúdo Ofensivo e Solicitações Extremas
Um usuário chegou a solicitar ao Grok que retratasse Daisy em uma "fábrica de estupros". Esse pedido, embora não tenha gerado a imagem, reflete a gravidade da situação e a necessidade urgente de regulamentação sobre o uso de IA para gerar conteúdo.
A Resposta do Reino Unido
Recentemente, o Reino Unido endureceu sua legislação contra a criação e solicitação de imagens íntimas não consentidas. Essa mudança se torna ainda mais relevante diante de dados alarmantes sobre a geração de conteúdo sexualizado por ferramentas de IA.
Estatísticas Alarmantes sobre Imagens Geradas pela IA
De acordo com um estudo do Center for Countering Digital Hate, o Grok gerou aproximadamente três milhões de imagens sexualizadas de mulheres e crianças em apenas 11 dias, o que equivale a 190 imagens por minuto.
Relatórios e Análises
Um relatório da AI Forensics revelou que mais da metade das 20 mil imagens analisadas mostrava pessoas pouco vestidas, predominantemente mulheres. Essa estatística destaca a necessidade de regulamentação e conscientização sobre o uso de IA.
Reações Globais e Bloqueios
Em resposta à indignação pública, alguns países começaram a bloquear o Grok. A plataforma X anunciou limitações em sua ferramenta de IA em regiões onde a criação desse tipo de imagem é ilegal, mas a eficácia dessas medidas ainda não foi completamente estabelecida.
Reflexões Finais
Daisy Dixon expressou satisfação com os avanços legais, mas acredita que situações como a dela nunca deveriam ter ocorrido. A discussão em torno da ética no uso de inteligência artificial e a proteção da privacidade individual é mais relevante do que nunca.
O Caminho a Seguir
É vital que haja uma mobilização global para proteger os indivíduos contra abusos digitais. A regulamentação deve avançar rapidamente para acompanhar o desenvolvimento dessas tecnologias. A luta contra a misoginia digital se torna, assim, cada vez mais essencial.
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📰 Fonte Original
Este artigo foi baseado em informações publicadas por G1 em 23/01/2026.
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