Musk quer levar data centers ao espaço, mas enfrenta obstácu
Elon Musk tem um plano audacioso de levar data centers ao espaço, mas especialistas alertam sobre os desafios técnicos e financeiros que precisam ser superados.
Musk quer levar data centers ao espaço, mas especialistas veem grandes obstáculos
Elon Musk, em imagem de março de 2025
O projeto ambicioso de Musk
Elon Musk anunciou sua intenção de colocar até um milhão de satélites em órbita, criando grandes data centers espaciais que seriam alimentados por energia solar. A proposta visa transferir o processamento de inteligência artificial (IA) para fora da Terra, pois os atuais data centers consomem imensas quantidades de energia.
Para realizar esse plano, Musk integrou duas de suas empresas principais: a SpaceX e a xAI.
Inteligência Artificial no Espaço
Musk enfatizou que “a inteligência artificial baseada no espaço é a única maneira de alcançar escala”. Ele também mencionou que “no espaço, sempre faz sol”, reforçando a ideia de aproveitar a energia solar.
Desafios técnicos e financeiros
Apesar da visão otimista de Musk, especialistas apontam que existem desafios técnicos e financeiros significativos a serem superados antes que essa visão se torne realidade.
Desafios no ambiente espacial
Aquecimento e refrigeração
Os data centers geram grande quantidade de calor. Embora o espaço seja frio, ele também é um vácuo, o que pode dificultar a dissipação do calor. Segundo Josep Jornet, professor da Northeastern University, “um chip de computador sem refrigeração no espaço superaquecendo derreteria mais rápido do que na Terra”.
Soluções possíveis
Uma solução proposta seria a construção de painéis radiadores que emitem luz infravermelha. No entanto, para atender a demanda de data centers do tamanho de Musk, seriam necessárias estruturas enormes e frágeis, que ainda não foram construídas.
Otimismo de Musk
Musk se mantém confiante, afirmando que “em 36 meses, o espaço será o lugar mais atraente para se colocar IA.”
O problema do lixo espacial
Risco de colisões
Um dos problemas críticos é o aumento do lixo espacial. Um satélite com defeito pode causar uma série de colisões, afetando serviços essenciais. John Crassidis, da Universidade de Buffalo, alerta que “a probabilidade de colisão pode se tornar alarmante”.
Experiência com a Starlink
Musk afirma que em sete anos de operação da Starlink, ocorreu apenas um evento de geração de detritos de baixa velocidade, mas a rede já lançou cerca de 10 mil satélites até o momento.
Consequências potencialmente devastadoras
Com objetos se movendo a 28.000 km/h, as colisões podem ser extremamente violentas e causar danos irreparáveis.
Desafios de manutenção no espaço
Falhas de satélites
Satélites podem falhar e não há equipes de manutenção disponíveis no espaço. Chips de GPU, essenciais para a IA, podem ser danificados e precisar de substituição.
Alternativas caras
Uma solução seria equipar os satélites com chips extras, mas isso pode ser extremamente caro, com cada chip custando dezenas de milhares de dólares.
Vida útil limitada
Os satélites atuais têm uma vida útil média de cinco anos, o que representa um desafio adicional para o plano de Musk.
A corrida espacial da IA
Concorrência no setor
Musk não está sozinho nessa corrida. A Starcloud lançou um satélite com um chip de IA da Nvidia, enquanto o Google explora data centers orbitais no Projeto Suncatcher.
Vantagem competitiva de Musk
A vantagem de Musk reside nos foguetes da SpaceX. A Starcloud e a Aetherflux já dependem de seus lançamentos para levar suas tecnologias ao espaço.
Perspectivas futuras
Com a crescente demanda por soluções de IA e a pressão por inovações sustentáveis, o projeto de Musk pode abrir novas avenidas para o futuro da tecnologia. Contudo, os desafios permanecem consideráveis.
📰 Fonte Original
Este artigo foi baseado em informações publicadas por G1 em 05/02/2026.
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